Persistir ou desistir?

2992c50e618a60a5b10b293a10ca63a4Dias atrás, estava trocando ideias com uma amiga virtual pelo Twitter e, em meio ao assunto, surgiu o tema da desistência. Como é tentador desistir das coisas quando não as conseguimos ou quando tudo parece estar desmoronando. Eu escrevi que um dia ela encontraria em si uma força que a permitiria avançar e que nunca é tarde demais para começar ou tentar enquanto estamos vivos.
Continuar lendo Persistir ou desistir?

O tempo não para. E tudo bem.

13624814_mg9giO tempo não para. Mais que o título de uma famosa música do Cazuza, essa frase pesa como uma sentença e é uma daquelas “verdades universais” que, cedo ou tarde, todo mundo terá que encarar. Isso não é, entretanto, algo ruim.
 Nascemos, crescemos, envelhecemos, morremos. Ganhos e perdas fazem parte do processo. E somos exigidos, por vezes, além do que é justo, a várias coisas: a arranjar tempo pra tudo, a viver como se cada dia fosse o derradeiro – Carpe Diem!. Conseguimos fazer tudo? Arrisco-me a dizer que, na medida do possível, sim. Somos felizes? Afirmo: nós nos mantemos felizes, mas sempre acreditaremos estar faltando tempo para algo que, verdadeiramente, nos completaria. Ah, o tempo que não para, nunca!
Continuar lendo O tempo não para. E tudo bem.

Lu, é você? Personagens com os quais me identifiquei ao longo dos anos

Não me considero uma viciada em séries de TV, mas, certamente, sou uma super fã, do tipo que sabe em que temporada aconteceu tal cena, tal fala, quando um personagem chegou ou saiu, de que ano é uma série e por aí vai. E séries sempre me fazem conhecer músicas incríveis e personagens muito parecidos comigo. Daí eu viro fã mesmo, começo a seguir o ator / a atriz em redes sociais – alô, Era Cibernética! – e fico horas, às vezes, dias pensando no que está rolando com o personagem na ficção – é, sou dessas loucas, sim. 😛
Querem descobrir com quem mais me identifiquei ao longo desses anos? Vamos lá:
Continuar lendo Lu, é você? Personagens com os quais me identifiquei ao longo dos anos

Ela, a Lua e as Estrelas

032efb6eabdb851c4270c25354f23aaf

Ela, a Lua e as estrelas. Um relacionamento que existe desde sempre. “É porque eu gostava de passear contigo à noite, no quintal, para olhar o céu”, justificou a mãe. E talvez seja mesmo por isso; mas, como todo relacionamento idealizado de contos e romances, este não necessita ser explicado, apenas vivido.
Nunca quis ser astronauta, mas sonhava com um telescópio para observar o céu, ou mesmo, uma luneta. Não os teve, mas seu caso de amor só fez crescer com o tempo. Passou a pesquisar nomes e posições de estrelas, fases da Lua e aprendeu que planetas são estrelas que não piscam. Teve a sorte de ter visto, ao menos, umas quatro estrelas cadentes até hoje e, para cada “queda”, fez um pedido. Claro, nem é preciso dizer que sempre viu São Jorge e o cavalo refletidos em nosso satélite natural.
O fato é que, para ela, nesse meio celeste estão as respostas para muitas dúvidas e não, isto nada tem a ver com astrologia. Basta olhar para um céu estrelado e refletir sobre o que a aflige: o coração se acalma, a mente clareia, os olhos enxergam e os ouvidos, talvez, ouçam – como um dia já escreveu Bilac sobre as estrelas. Porque olhando para lá, ela percebe que há infinitos elementos que não são visíveis; que ela é parte de um universo muito maior e que, como todas as noites os astros enfeitarão o céu, ela tem a chance de começar o que precisa e terminar o necessário.
Olhando estrelas, admirando-se com a luz da Lua, procurando onde estão “as três Marias”, ela se emociona e pensa: “por isso estamos vivos, para admirar coisas assim!”. E ela, cética para tantos temas, crê no que enxerga neste céu estrelado.
Esta é a mágica.

Em 30 anos, muita música

“Sem música, a vida seria um erro”. Ah, meu caro Nietzsche, como te dou razão nessa. Pra mim, a vida e todas as coisas nela só têm mesmo sentido se há trilha sonora. E poucas coisas são tão facilmente associadas a acontecimentos, pessoas, fases que a música. “Nossa, essa tocava na época do colégio!”; “Ouvia essa depois de levar um pé na bunda”; “Dancei muito essa quando adolescente” e por aí vamos construindo momentos bons e ruins ao som de alguma melodia, cantada ou não.

Continuar lendo Em 30 anos, muita música

Porque The Blacklist está caminhando cedo demais para o limbo

blacklist-si-l
OBS: POSSÍVEIS SPOILERS PRA QUEM NÃO ESTÁ VENDO A TERCEIRA TEMPORADA.
 Sou uma fã de séries de TV desde que assistia, aos 4 anos e nos sábados à noite, Star Trek com meus irmãos mais velhos em meados de 1990. Nos 26 anos seguintes muitas séries vieram e se foram, algumas das quais enfeitam as estantes do meu quarto hoje em lindos boxes – viva a modernidade! –, e várias vão me ganhando ao longo dos meses e dos anos.
 A última que comecei a acompanhar foi The Blacklist, que minha mãe já via desde o lançamento. Numa tarde resolvi por pra rodar o episódio 1×01 e, em questão de minutos, Raymond Reddington me conquistou. MEU DEUS, QUE PERSONAGEM BRILHANTE E INCRÍVEL!!! James Spader merece todos os elogios do universo por interpretar um sujeito que concentra em si beneméritos e deméritos o suficiente para ser chamado de humano ao pé da letra – afinal, ninguém é só bom ou mau.

Continuar lendo Porque The Blacklist está caminhando cedo demais para o limbo

Spotlight e as polêmicas revisitadas pela sétima arte

019628

Uma das mais importantes funções da arte é provocar aquele que com ela tem contato, fazendo-o refletir, questionar, investigar, ainda que sobrem divergências e faltem consensos. Aliás, esse jogo de sobrar / faltar é condição para que a arte alcance seu maior propósito. Entre as várias manifestações artísticas existentes, atrevo-me a dizer que o Cinema e a Literatura ganham a partida. Talvez por permitirem uma viagem mais imediata aos mundos ficcionais – no caso do Cinema, ainda mais obviamente – e por serem de mais fácil acesso que visitas a museus de pinturas e esculturas.
O fato é que diversas vezes textos literários e roteiros de cinema geram discussões que ocorrem com maior ou menor veemência de acordo com o tema tratado. Alguns, como sexualidade, religião e política são apostas certeiras quando o que se quer é incitar conversas e controvérsias. Some-se a isto um enredo baseado em fatos reais e o circo estará armado.

Continuar lendo Spotlight e as polêmicas revisitadas pela sétima arte